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quarta-feira, 23 de abril de 2014

A águia e o escaravelho (Esopo)


 

Uma lebre estava sendo perseguida por uma águia. Em seu desespero, foi obrigada a pedir ajuda ao único animal que lhe apareceu: um escaravelho. Este a tranquilizou, e disse à águia que se aproximava: “Por favor, poupa meu suplicante”. Mas a águia, que não tinha senão desprezo pelo diminuto escaravelho, devorou a lebre diante de seus olhos.
 Desde então, cheio de rancor, o escaravelho não parava de ficar espiando a águia. Quando ela punha os ovos, ele ia até o ninho e empurrava-os para quebrá-los. Não sabendo mais o que fazer, a águia foi até Zeus, seu protetor juramentado, e lhe pediu um lugar seguro para fazer seu ninho. Zeus permitiu que ela pusesse os ovos nas dobras de sua veste.
 Mas nem isso havia escapado ao escaravelho: ele fez uma bolinha com seu cocô e voou. Ao sobrevoar o regaço de Zeus, deixou cair a bolinha. E Zeus, ao se erguer para se livrar do cocô, esquecido dos ovos, deixou-os cair no chão. Diz-se que, desde então, as águias não fazem mais seu ninho na estação dos escaravelhos. Não há fraco que, ultrajado, não tenha um dia força para se vingar: quem os olha do alto, cuidado!
 
(Depois da leitura,  das atividades de compreensão e sobre os recursos de linguagem desta fábula, os alunos fizeram a ilustração do texto. Vale a pena observar)

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